quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Clássica estante de caixotes

Esta estante feita de caixotes de feira, lixados e "envernizados" com betume, se tornou carro-chefe em quase todos os blogs quando o assunto é reaproveitamento. Peguei essa foto no tópico "Vamos reciclar" da Comunidade Casa e Jardim mas, já era minha velha conhecida e claro, desejo de consumo. Porém, depois q passei a procurar os tais caixotes de feira... putzzz! Descobri q simplesmente sumiram do mercado. Ao menos aki em Brasília, o comum são akelas caixas de plástico, q se não me falha a memória, eram utilizadas para transportar frangos congelados. :(

Mas, minha garimpada pelos caixotes me fez lembrar os bons tempos das sacolonas de napa. Lembra?.... Não tem importância.
Nas manhãs de domingo, feiras livres e akele desfile de sacolas. A coisa mais difícil era encontrar uma sacola idêntica à outra. Pareciam orgulhosos brasões. Era bem possível identificar a família da qual pertencia xis brasão, digo, sacola. Umas lembravam tabuleiros de xadrez com cores diversas, outras, bandeiras de nações.

Não raro, eu e minha irmã, Nusa, "auxiliávamos" nossos pais nessas idas à feira. É bem verdade que no ínicio da aventura, ainda cedo do dia, nós duas era quem conduzia nosso brasão. Eu segurava numa alça e ela na outra. Mas, à medida que as compras iam caindo na sacola, as alças iam esticando. Era comum darmos voltas e mais voltas com as alças nos pulsos para q o fardo não arrastasse no chão. Até q meu pai assumia o frete.

Olhando o passado, tudo era muito gostoso e engraçado: melancia nas costas, frango vivo peado q era transportado de cabeça para baixo e a tal sacola abarrotada. Cada família que passava retornando da feira portava uma sacola orgulhosa por sua misteriosa carga farturenta: o q será q o pai do fulano comprou de gostoso na feira? Era a pergunta entre a molecada da rua. Domingo era dia de novidades: frutas da época (caju, jabuticada, mangaba, cajá-manga, caqui) e de repor a fartura q deveria durar até a próxima ida à feira.

Anos depois inventaram, nos comércios locais, uns sacolões hortifrutigranjeiros, onde o preço do quilo era único para quase tudo. E a aventurança nas manhãs de domingo deram lugar às idas ao sacolão a qualquer dia e hora. E os orgulhosos brasões de família, cheios de deliciosos mistérios, aos poucos foram eskecidos num canto qualquer enquanto os malditos sacos plásticos, assassinos de fantasias, passeavam serelepes exibindo em seu interior as sopas vivas da vizinhança. Era a modernidade chegando.

Putzzz!!! Hj soltei a franga q tava peada de cabeça p/ baixo :)

Mannnsssssssssss.... alguém pode me dar notícias dos meus caixotes?

2 comentários:

Nusa disse...

Nosssssssssssssssa,

adorei as maravilhosas lembranças de nossa infância....eramos felizes né?
Quanto a estante, como conseguir esses caixotes? Essa estante é perfeita para os livros que preciso guardar.

Um grande beijo e continue nos agraciando com sua personalidade única. Tenho muito orgulho de ter sido escolhida por Deus para ser sua irmã.
Bjos.
Nusa.

Suzana Inglez disse...

Oi Sil, que legal encontrar seu blog na rede! Este post me fez bater uma saudade desse tempo que vc nem imagina! Coicidência foi eu ter falado recentemente das deliciosas sacolas de feira no meu blog. Passa lá se tiver um tempinho prá ver. Ah! E os caixotes..acabei de resgatar alguns do meu marido que estavam guardados no fundo do porão. E lá estão eles, em local de destaque na nossa sala, com livros e tudo que tem direito. Quando tiver uma foto da nossa nova estante, mostro pra vocês.
Beijos e prazer em conhece-la!