quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Qualquer um - por Diom

Nas minhas "andanças" pela rede encontrei um momento de me jogar no chão de tanto rir deste texto do Diom, lá de Pelotas-RS, publicado no Entre o sagrado e o profano. E tem muitas outras cositas interessantes.

Qualquer um

Há algumas profissões que, embora caracterizadas por consideráveis status e remuneração, têm como requisitos, para quem quer exercê-las, a superficialidade e a ausência de princípios éticos e teóricos. Tais profissões são reveladoras das bases da própria sociedade em que vivemos. Vejamos quais são elas:
Advocacia: profissão que consiste em burlar as leis, manipulando-as a favor do cliente com maior poder econômico. Para tanto, basta um tanto de perspicácia, a chamada "lábia", e de hipocrisia, a chamada "cara-de-pau". Por burocracia, exige-se o curso de Direito. Na prática, qualquer um pode ser advogado.
Jornalismo: profissão que consiste em reproduzir notícias veiculadas por grandes agências, submetendo-as aos interesses e à ideologia do órgão de imprensa no qual se trabalha e manipulando a informação que chega à classe média-burra. Para tanto, basta seguir as ordens que vêm de cima e mostrar uma aparência de confiabilidade e de dono da razão. Por burocracia, exige-se (mas nem sempre) o curso de Jornalismo. Na prática, qualquer um pode ser jornalista.
Publicidade: profissão que consiste em tornar desejável qualquer coisa que alguém queira vender, convencendo a classe média-burra de que tal coisa é maravilhosa e necessária e à sua sobrevivência. Para tanto, basta criar campanhas idiotizantes e repletas de mensagens subliminares, já que a classe média-burra adora comerciais de cerveja cheios de machismo, ou de automóveis cheios de auto-afirmação. Por burocracia, exige-se (mas nem sempre) o curso de Publicidade. Na prática, qualquer um pode ser publicitário.
Política: Por burocracia, exige-se (mas nem sempre) que o candidato seja alfabetizado. Na prática, qualquer um pode ser político.

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